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Pertinente pergunta sobre "Argo" vs. "Pi"

by anonymous

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Opinião
CARLOS ARANHA
 
caranha@terra.com.br
 
Publicado no "Correio da Paraíba",
edição de 13 de março de 2013
 
PERTINENTE PERGUNTA
 
Uma pergunta pertinente: por que o ganhador do Oscar não voltou ao cartaz em João Pessoa e outras Capitais brasileiras? Mas, “As aventuras de Pi” voltou. Quem não o viu, está em quatro sessões diárias no Shopping Tambiá. Recomendo essa obra-prima, principalmente para os que têm esperança num mundo melhor.
Não custa lembrar que quando “Argo” estreou não foi exibido durante muito tempo nas telas brasileiras e de outras nações. Por isso, a surpresa quando, de uma hora para outra, com uma mídia poderosa, transformou-se em favorito, acima de “Lincoln” e “Life of Pi”. Os agentes da Casa Branca devem ter prometido mundos e fundos a eleitores da Academia.
 
O portal Kinobusiness.com informou ontem que “As aventuras de Pi” - filme do diretor taiwanês Ang Lee - lidera há um mês as bilheterias de cinema na Rússia e na China. Nos Estados Unidos, depois que ganhou quatro Oscars, inclusive o de melhor direção, o filme cresceu 43% em sua 15ª semana de exibição, arrecadando 2,33 milhões de dólares em 636 cinemas, somando 117 milhões. O fascinante longa também teve um “boom” no resto do mundo, crescendo 39%, ganhando US$ 2,8 milhões e somando US$ 477 milhões. No total, já arrecadou 594 milhões de dólares em mais de 60 países.
 
Enquanto isso, o vencedor do Oscar de melhor filme, “Argo”, teve um crescimento de 21% (menos 22% que “Pi”) em sua 21ª semana de exibição nos EUA. Note-se que o bajulatório americanismo de Ben Affleck foi lançado um mês e uma semana antes do filme do pacifista Ang Lee.
 
De nada adiantou o mundo inteiro ver o “forçando a barra” da Casa Branca, com a primeira-dama Michelle Obama abrindo o envelope para anunciar “Argo” como vencedor. Era o filme que a CIA e o Pentágono queriam como o vitorioso que foi. Faltou combinar com as platéias americanas e de todo o mundo para que lotassem os cinemas. Lá, em tom de patriotada; em outros países, com a fascinação por um heroísmo duvidoso.
 
A tranqüilidade oriental de Ang Lee nos faz sorrir.
 
@ CARLOS ARANHA é jornalista, músico e escritor

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