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Tropicalismo Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte

by anonymous

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Opinião

CARLOS ARANHA

 

caranha@terra.com.br

 

Publicado no "Correio da Paraíba",

edição de 3ª feira, 28 de maio de 2013 

 

, GUSTAVO, GALVÃO, ETC.

 

Na sexta-feira passada, dia 24 de um mágico maio não despedaçado, aqui me referi aos 45 anos de tropicalismo, onde e quando o “triângulo” Paraíba-Pernambuco-Rio Grande do Norte teve uma participação importante. No Recife, a figura de proa era Jomard Muniz de Britto. Em Natal, Dailor Varela. Não vou negar que em João Pessoa e Campina Grande, destaquei-me nas articulações entre as três pontas estaduais, chegando a reexaminar, revisar o texto final do “Inventário do feudalismo cultural nordestino”, subscrito em Olinda por Gilberto Gil e Caetano Veloso durante exposição de Raul Córdula, e fazendo, com Os Quatro Loucos, o show de lançamento do manifesto tropicalista em João Pessoa. Uma semana antes, tinha estreado como compositor, cantando “Giramulher” num festival no Teatro Santa Roza e ganhando o 2º lugar, mas com o público jovem gritando, e até jogando flores, exigindo a premiação maior. Clima de festival.

Bastou o artigo da semana passada para que fosse disparado um processo de produção de um evento - incluindo um show com convidados cujo repertório venha a ser com músicas feitas por mim, só e com parcerias, de 1968 a 1990. Significa dizer: de “Giramulher” a “Sociedade dos poetas putos”. Tudo bem. Será feito. Não sei a data e o local. A decisão será nas duas próximas semanas.

Destaco hoje duas pessoas, dois nomes do que convencionamos chamar de MPB: Zé Ramalho e Gustavo Magno. São compositores e letristas de qualidade clara. Zé Ramalho ainda não era autor quando, com sua guitarra-base, me acompanhou em “Giramulher” e shows em João Pessoa, Campina Grande, Guarabira, Patos e Recife. Era 1968. Cinco anos depois, ele já também autor, nos juntamos para fazer o show “Ramaranha”, com direção de Paulo Klein. Foi exitoso. Era 1990, quando Walter Galvão (grande cantor, para quem esqueceu ou ainda não sabe) defendeu minha “Sociedade dos poetas putos” num dos festivais do Sesc. No grupo e depois, no estúdio Estação do Som, no Recife, o baixista da banda Utopia: Gustavo Magno. Tocou comigo até o encerramento do Festival de Arte de São Cristóvão, em Sergipe. Depois, autor consolidado, lançado por Belchior, me deu a honra de ser seu parceiro em “Voltaire, voltarei”, “Barcelona, Borborema” e “Versos íntimos”. Continuo amanhã, com Osman Gioia, Sílvio Osias e Elba Ramalho.

 

@ CARLOS ARANHA é jornalista e escritor

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