CopyPastehas never been so tasty!

O plano cósmico é perfeito

by anonymous

  • 0
  • 0
  • 0
98 views

Opinião

CARLOS ARANHA

caranha@terra.com.br

 

Publicado no "Correio da Paraíba", edição de sábado, 16 de fevereiro de 2013

ASTERÓIDES E METEORITOS

Imaginem quando um feixe de raios luminosos incide sobre uma superfície áspera ou meio material, que contenha corpos estranhos. Isto em ótica é o que se classifica como difusão. Desse substantivo vem um adjetivo de significância que pode levar a um tipo de prolixidade: difuso. Em medicina, difuso é o que não tem limites precisos. Na oratória, prolixo é um discurso difuso. O adjetivo puro - com mais uma vez o Português chupando o Latim - é tudo em que há difusão e espalhamento.

As questões em torno da difusão e do difuso levam à imprensa da era internética a um transe que vai durar um pouco mais. Faltam editorias específicas no jornalismo impresso e nos portais para desvendarem os lados não corriqueiros do(s) noticiário(s) - principalmente, por ordem alfabética, a ciência, a economia, a tecnologia, com seus derivados. A política, os esportes, as policiais, o entretenimento, o cotidiano dos problemas urbanos, são corriqueiros.

Desde o “anúncio” do fim do mundo para 21 de dezembro passado, que a imprensa vem levando surras homéricas pela falta de editorias específicas nas áreas que envolvem ciência e tecnologia. Na questão das passagens de asteróides perto da Terra e da queda de meteoritos no planeta, não apareceu ainda um analista para lembrar que isto sempre aconteceu. Só que a população não tinha as tensões desta era de Rivotril (e que não nos leve a uma era de constantes pânicos). Motivo simples: não havia NASA, satélites, ciência espacial unida à informática, etc. Depois que temos um acompanhamento diário do Universo, feito pela NASA, por complexos de computadores e centenas de modernos telescópios espalhados pelo mundo, a imprensa recebe informações e as publica, sem análise, sem escutar especialistas. Então, com o “afã informativo” (sem investigações) dos jornais, portais e emissoras de TV, está se criando a mentalidade de que a Terra hoje está mais exposta a cataclismos do que nunca.

Na época do “homo erectus” - hominídeo que viveu até 300 mil anos atrás -, os asteróides já passavam perto de nós e os meteoritos aqui caíam. Não há novidade nisso. Continuaremos a conviver com a realidade dos asteróides e meteoritos e a Terra não acabará tão cedo. O plano cósmico é perfeito.
 
@ CARLOS ARANHA é jornalista e escritor

Add A Comment: