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A burocracia não pode acabar com a cultura brasileira

by anonymous

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Opinião

CARLOS ARANHA

caranha@terra.com.br

Publicado no "Correio da Paraíba",

edição de 7 de setembro de 2013


BUROCRACIA E CULTURA

Verdade das mais verdadeiras, realidade que precisa ser conhecida pela sociedade. Seus parâmetros devem vir a público, pois a população é a maior penalizada. Ou a cultura brasileira acaba com a burocracia ou a burocracia acaba com a cultura brasileira. Hoje em dia, as ações de secretarias, fundações, organizações culturais, estão prejudicadas pelo que é genericamente conhecido como “o Jurídico”. As pessoas que formam esse “gigante” que causa exaustão e inação, ao final de tudo, não preocupam-se em encontrar brechas para que tudo funcione, mas em legalizar ao máximo a burocracia para que elas sejam determinantes, importantes, no “modus operandi”.

Essas pessoas dos “gigantes” denominados como “o Jurídico” conhecem o alemão Max Weber? Ele foi o primeiro sociólogo a discutir, formular, noções de como devem funcionar os poderes públicos em suas relações com a sociedade. Definiu-se um conceito que causa arrepio em muita gente: a burocracia.  Na relação entre os poderes e o povo foram criadas tantas regras e leis que se fundem e se confundem que, no final das contas, a burocracia é o topo da papelada, do tempo perdido, do atraso de vida. Não por acaso que, em debates sobre políticas públicas da cultura, muito se fala em reduzir a burocracia.

O cientista político gaúcho Fernando Schüler levantou a necessidade de disseminar os valores culturais sem que distorções e interferências indevidas, de fundo burocrático, atrapalhem o fluxo. Schüler afirmou que a necessidade de se discutir a liberdade e a cultura hoje no Brasil advém principalmente da urgência em se combater a burocratização nos processos de fomento à cultura.

Cá na Paraíba, o governador Ricardo Coutinho, os prefeitos Luciano Cartaxo e Romero Rodrigues, precisam focar a necessidade do combate à burocratização e colocar nos setores jurídicos pessoas que não estejam apenas dispostas a cumprir um “jus operandi” inadequado à realidade cultural, mas também em - insisto! - procurar brechas para que o excesso de burocracia não atrapalhe, ou até impeça, eventos culturais importantes. E os parlamentares municipais, estaduais, federais, nada fazem para que a cultura supere a burocracia? 

@ CARLOS ARANHA é jornalista e escritor

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