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Honremos e sejamo honrados

by anonymous

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Opinião

CARLOS ARANHA

 

caranha@terra.com.br

 

Publicado no "Correio da Paraíba",

edição de hoje, 23 de agosto de 2013

 

QUESTÕES DE HONRA

 

Nenhuma situação difícil justifica o abandono da honra. Ah, esses princípios reunidos numa só palavra, vindos de ações geradas na ética e na dignidade! Passei metade da tarde de ontem refletindo, em intervalos, sobre a honra. Pensando que a honra não pode ter intervalos, como os comerciais em espaços nas brechas da televisão.

Foi inevitável - no quarto que era da minha mãe, hoje por mim usado como escritório-dormitório, em Cruz das Armas - lembrar a professora Antonieta, quando diretora do Grupo Escolar Pres. João Pessoa, em Tambaú, exigindo honra aos seus três filhos. Eu, Fernando e o saudoso Marcus, na hora do jantar, ouvíamos dela dois essenciais pedidos: “Não mintam, meus filhos, e sempre cumpram a palavra com as pessoas”.

Ontem, por razões que a razão desconhece, o subconsciente me transportou a lembranças de “Furyo - Em nome da honra”, de Nagisa Oshima, cineasta japonês que morreu no início deste ano. O filme mostra o choque cultural entre orientais e ocidentais num campo de concentração, na 2ª Guerra Mundial. Um prisioneiro de guerra inglês causa um conflito quando usa suas divisas de oficial para não obedecer às regras ditadas por um capitão japonês. A teimosia é repudiada, mas o japonês não consegue acabar com o orgulho e a honra do oficial inglês. Este faz nascer o ódio daquele. Esta situação existe em qualquer época, lugar, área de trabalho, etc.: a honra leva ao ódio de quem não a tem.

Minha mãe ensinou que mentir é o pior dos defeitos, pois do uso de pequenas mentiras se vai ao vale-tudo na vida, por vezes chegando-se ao roubo, seja em empresas privadas, órgãos públicos, instituições religiosas e culturais. A mentira é um crime.

Minha mãe ensinou que não cumprir a palavra é não amar ao próximo, aos vizinhos, aos irmãos, aos familiares e amigos e aos empregados quando se é patrão. Se não cumpro a palavra que dei a alguém ou um grupo, estarei prejudicando a uma ou várias pessoas, ou a algo, um projeto, por exemplo. Também é crime.

Honremos e sejamos honrados.

               

@ CARLOS ARANHA é jornalista e escritor.

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