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O MPF investiga atuação do Fora do Eixo

by anonymous

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Opinião

CARLOS ARANHA

 

caranha@terra.com.br

 

Publicado no jornal "Correio da Paraíba",

edição de sábado, 10 de agosto de 2013

 

...E OS ARTISTAS NÃO RECEBEM

 

Ontem, escrevi sobre o Fora do Eixo, comandado nacionalmente pelo publicitário Pablo Capilé. Afinal, é um circuito, é um coletivo, é uma ONG? Recebi, depois da publicação do texto, alguns e-mails com denúncias e sugestões de links para acompanhamento da polêmica em torno do FDE.

Soube ontem que o Ministério Público Federal está investigando, em São Paulo, a atuação do esquema, que tem representação na Paraíba. Estudante de História da UFPB, um dos idealizadores e realizador de vídeos do Registro Rock PB, Anselmo Oliveira afirmou que o Fora do Eixo em João Pessoa “ganha editais para realizar um festival anual, cobra 50 reais na entrada e ainda diz que o evento é exemplo de acessibilidade. Se a revolução do Fora do Eixo é fazer um bar que tem música ao vivo, o que tem de ‘pós alguma coisa’ nisso? Ensinar pessoas a ganhar edital?”.

A cineasta paulista Beatriz Seigner, realizadora do filme “Bollywood Dream - O sonho hollywoodiano”, acusou o Fora do Eixo de tê-la enganado sobre exibições da produção, omitindo patrocínio, e de ter retido por nove meses dinheiro arrecadado com o longa. Segundo ela, apesar de receberem patrocínio do Sesc para sessões do filme no interior paulista, pessoas ligadas ao FDE disseram que o projeto era embrionário e podiam pagá-la apenas com “cubo card” - moeda alternativa criada pela rede para trocas internas. No Facebook, Beatriz Seigner afirmou que a marca do Fora do Eixo não está ligada a um CNPJ, nem de ONG, nem de Associação, nem de cooperativa, nem de nada. “Se estivesse, ele seguramente já estaria sendo processado por trabalho escravo e estelionato”.

O cantor cearense Daniel Peixoto, que era da banda Montage, informou que entregou 800 discos para que fossem vendidos pelo Fora do Eixo, mas que nunca recebeu o dinheiro.

A pergunta de artistas e jornalistas que o FDE não responde até hoje é: como é que se consegue dinheiro público para fazer um festival de música, por exemplo, e não pagam aos artistas que são a matéria-prima do evento? Em tempo: amanhã, a coluna Essas Coisas terá uma foto mostrando Pablo Capilé com José Dirceu, em convenção do PT.

 

@ CARLOS ARANHA é jornalista e escritor

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