CopyPastehas never been so tasty!

SEM A CLASSE DE UM MESSI OU UM ZICO

by anonymous

  • 0
  • 0
  • 0
101 views

Opinião

CARLOS ARANHA

 

caranha@terra.com.br

 

NEYMAR E NÓS, OS "PARAÍBAS" 

Driblador excessivo, psicologicamente irregular, “cai-cai”, arrogante, sem a classe (a educação, enfim) de um Messi, um Özil, um Platini, um Zico, um Cruyff, um Deco, o jogador tem tudo para não resistir a uma trajetória de mais três anos no auge da popularidade. Tem tudo para chegar à situação de Adriano, cujo contrato com o Flamengo foi rescindido por iniciativa do clube em novembro do ano passado, e até hoje não consegue uma equipe grande que o queira.

Os leitores já concluíram que falo do atacante Neymar, a “jóia” do Santos, que tem causado para seu empresário, seus familiares e diretores do clube alguns problemas quase no mesmo número de gols que consegue fazer. Vão de agressões a juízes pelo Twitter a brigas nos vestiários de estádios e escândalos em casas de shows.

Numa confusão extra-campo que ele criou com jogadores do Atlético de Goiás e alguns jornalistas, o técnico René Simões observou sobre Neymar: “Estão criando um monstro”.

Não vou negar que antipatizo com esse rapaz nascido em Mogi das Cruzes desde que ele começou a se preocupar mais com o cabelo, os brincos e as roupas que usa do que com o futebol. Ao ver no You Tube, o depoimento de um jogador do Flamengo do Piauí e depois um artigo de Marcondes Brito, diretor executivo de rede da TV Bandeirantes, minha antipatia subiu ao grau máximo. Durante um jogo na semana passada entre o Santos e o Flamengo-PI, na Vila Belmiro, apenas porque recebendo uma forte marcação (o que é natural da parte da zaga de um time bem menor que um dos maiores do Brasil), Neymar passou a xingar os jogadores de “paraíbas” e de “morta-fome”.

Como escreveu Brito, é inaceitável o preconceito de Neymar com os “paraíbas”. Espero que o deputado federal Efraim Filho cumpra a promessa de se pronunciar no Congresso contra a fala pejorativa do jogador, que transmitiu o preconceito ainda existente contra nordestinos em algumas “classes” paulistas. Espero que os torcedores paraibanos do Santos também se manifestem.

Agora é torcer pela oportunidade de um jogo entre o Campinense e o Santos com Neymar em campo. Um dia acontecerá?

 

@ Carlos Aranha é jornalista e escritor

Add A Comment: